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Ricardo Jose Lopes
Comentário · há 6 anos
Me recordo que na infância sempre ouvia meu saudoso avô dizer que na época do "regime forte" não era essa "esculhambação" de hoje. As crianças e adolescentes não eram "problemas infernais". Diz também que contrato se fazia com um aperto de mãos e olhos nos olhos. Eu não me recordo de nada do regime autoritário explícito daquele tempo porque eu nasci em 1976, mas me recordo das aulas de moral e cívica, organização social e política do Brasil e de cantar o hino nacional em formação no pátio da escola. Professor e gente respeitava e muito. Hoje, já perto dos 40 fico assistindo atônito os discursos muito bem elaborados de grandes juristas, homens e mulheres estudiosos e de grande valor, mas que vivem uma realidade a parte da maioria da população. Com muito respeito eu não acho que Direito seja ciência e me senti mais tranquilo em relação a isso quando J.J Calmon de Passos disse em uma entrevista que assisti pela internet que transformaram o Direito num "palavrório". O Estado é de Direito e não desejo que seja outro, mas também não é possível que o Brasil tenha que assistir esses aspirantes a terroristas destruírem uma praça inteira sem risco de prisão porque a pena é menor de 3 anos. Quer violação de ordem pública maior do que isso que temos visto na TV? O que tem de acontecer?. São vários os delitos praticados, evidente que a prisão é possível e mais, necessária em casos como este. E os policiais feridos? e as pessoas apavoradas? isso não conta? Que lógica tem um sistema em que uma ameaça à esposa depois da aplicação de medida protetiva de urgência gera prisão preventiva e a destruição de dezenas de lojas, veículos, prédios públicos e particulares gera apenas a representação no CNJ contra o juiz que quis assegurar a paz na cidade. E nisso que nosso pais está se transformando?. Traficante, corrupto, vândalo atuam sob a proteção do Estado e a polícia, o promotor, o juiz são considerados "opressores e agentes violadores dos direitos civis". Ahh vovô, que saudade eu sinto de você. Que Deus lhe dê o lugar que merecer. Um dia nos encontraremos e o senhor não vai acreditar no que eu tenho pra te contar.
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